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Mostrando postagens de novembro, 2016

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Alguns equívocos do Moses

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Este post tem por objetivo refletir sobre algumas declarações de João Luiz Santolin, presidente do Moses, durante um seminário promovido pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), conforme publicado no livro "Religião e Sexualidade: Convicções e Responsabilidades, organizado por Emerson Giumbelli, publicado pela Editora Garamond, 2005 (ISBN 8576170604, 9788576170600). De acordo com Santolin, o Moses foi fundado em 1997. Ele está certo. Ele só não disse que isso aconteceu durante a Parada Gay celebrada no Rio de Janeiro, no referido ano. Também não disse que éramos três: Santolin, Liane França e eu (quem tiver dúvida, consulte o jornal O Globo, publicado no dia seguinte ao da passeata, pois nossos nomes estão lá no último parágrafo da matéria de cobertura da Parada Gay). Obviamente, ele não disse, devido ao constrangimento causado pela entrevista que dei em novembro de 2004 à revista Época, na qu

O marido sugeriu e eu aderi: Bus Party Smirnoff e TV Bar noite passada.

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Por Sergio Viula Dentro da boate, antes de abrir, fazendo o cadastramento para a Bus Party .  A noite do Rio já foi mais gay A noite do Rio de Janeiro já foi mais badalada. Algumas casas conhecidas dentro e fora do país já não fazem mais barulho, infelizmente. Uma delas é a Le Boy, inaugurada por Gilles Lascard em 1991 no bairro mais famoso do Brasil: Copacabana. Eu lembro que quando a Le Boy abriu eu ainda vivia no armário de aço duro e frio do meu fundamentalismo religioso. Sim, porque eu só sairia do armário para todos os efeitos 12 anos depois que a pista de dança da Le Boy recebeu os primeiros frequentadores. Exatamente 13 anos depois que eu larguei aquele fanatismo todo, a boate encerrou suas atividades. Posso dizer que ao longo desses 13 anos de minha liberdade assumida e bem aproveitada, curti muitos momentos descontraídos por lá, especialmente quando Rose Bombom, Suzy Brasil, Kayka Sabatella, Desireé, Vênus, entre outras que tornavam a madrugada mais engraçada e

Casal gay: Quando uma entrega fala mais do que mil palavras

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Por Sergio Viula Muita gente nunca teve contato com um casal gay na intimidade de seu lar. Para muita gente, esse ainda é um pensamento que causa estranheza. Sim, porque a maioria das pessoas pensa da seguinte maneira: Gay = Parada LGBT  Gay = Boates e festas Gay = Sexo em primeiro lugar Gay = Bate-cabelo e passinhos da Beyoncé ou da Gaga E por aí vai.  Falando por mim mesmo, sim, eu adoro a Parada LGBT. Sim, eu vou a boates, mesmo que não tanto quanto eu gostaria. Sim, eu adoro sexo, mesmo que não venha em primeiro lugar. Se a gente pensar direitinho, a gente passa menos tempo transando do que fazendo a maior parte das outras coisas na vida. Não, eu não sei dançar como a Beyoncé ou a Gaga, infelizmente. E não tenho cabelão para bater na pista de dança.  Mas, por que foi que eu falei nisso? Simplesmente, porque quando as pessoas entram na intimidade da gente, mesmo que seja só para fazer uma entrega, elas têm um "choque de realidade" e descobrem que g

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