Postagem em destaque

Mãe de Paulo Gustavo faz 74 anos e fala com Ana Maria Braga

Imagem
17 de setembro de 2021 Por Sergio Viula Interrompendo aqui a nossa série sobre religião e diversidade sexual, gostaria de incentivar você a assistir essa entrevista maravilhosa feita por Ana Maria Braga com Dona Déa Lúcia, a mãe do querido Paulo Gustavo, falecido há quatro meses. Hoje, é aniversário dela - 74 anos - e Dona Déa deu um show de amor e de sabedoria durante toda a entrevista. Você vai se emocionar, aprender, crescer e se tornar melhor como ser humano se aplicar o que ela falou aqui sobre uma das coisas mais importantes para o indivíduo - a família, especialmente quando se trata de filho ou filha LGBT+. Não deixe de ver. É logo no começo do programa. Depois que a Ana Maria faz a abertura com suas mensagens típicas de encorajamento, ela já passa para a abertura da entrevista com cenas de Paulo Gustavo trabalhando como Dona Hermínia. Imperdível! Assista aqui:  https://globoplay.globo.com/v/9867337/programa/?s=0s Parabéns pelo seu aniversário e pela mulher fantástica que você é

Rocketman - As glórias e dores de Elton John

Elton John e Taron Egerton em Cannes. Imagem: Alberto Pìzzoli/AFP - Fonte: UOL



Por Sergio Viula


Rocketman chegou às telas dos cinemas do Rio de Janeiro ontem, mas, infelizmente, não pudemos vê-lo debutar na sexta-feira, e foi por um bom motivo - trabalho. 

Todavia, neste sábado, 01 de junho, marcamos presença na única sessão do dia oferecida pelo Itaú Artplex de Botafogo (21h)

A sessão anterior havia sido suspensa por causa de um jogo da copa UEFA, mas garanto que se tivesse sido mantida, estaria cheia. A sessão de 21h estava LOTADA!!! E ninguém conseguiu abandonar a poltrona antes do final de suas 2 horas e 1 minuto de duração.

Elton John, representado pelo brilhante ator Taron Egerton, é desnudado literal e metaforicamente diante da audiência. Ele é visto em (quase) toda sua glória. Digo 'quase', porque não há tela de cinema que possa suportar o esplendor de sua grandeza e talento. Mas, ele também é visto em (quase) toda sua dor. Digo 'quase', porque há dores que não podem ser traduzidas em palavras, mesmo quando cantadas ou banhadas em lágrimas.

O filme retrata um homem que não vivia em paz porque não conseguia se amar. E não conseguia se amar porque fora ensinado desde cedo que ninguém o amaria de verdade. O filme mostra esse homem se reconciliando consigo mesmo depois de um longo processo de desintoxicação e de perdão aos que o feriram, bem como de reencontro consigo mesmo.

O próprio Elton John disse que não via Taron na tela, mas a si.

"Não achei que fosse Taron, achei que fosse eu". 

Esse é, sem sombra de dúvida, o maior e melhor reconhecimento que o ator poderia ter recebido. 

Concordo com o astro da música - Taron Egerton é simplesmente irresistível em seu poder de nos hipnotizar do começo ao fim.

Veja o Trailer.



O filme conta com efeitos especiais surpreendentes para uma biografia musical. A edição está deslumbrante. E se você é o tipo de fã que não se cansa de ver e ouvir seu astro, confira essa matéria do G1, que traz uma linda radiografia da trilha sonora que costura o filme. São 21 músicas ao todo.

Censura homofóbica na Rússia

Essa semana, a Rússia reafirmou sua homofobia estatal. Cinco minutos de cenas da cinebiografia de Elton John foram cortadas porque retratavam alguma demonstração de homoafetividade. Coisas tão singelas quanto um beijo do tipo "selinho", dado pelo integrante de uma banda, ainda no começo de sua carreira, até a primeira relação que ele manteve com um homem que veio a ser seu empresário e que quase o levou ao suicídio por causa do modo abusivo como o tratava. 

A justificativa para o corte por parte da distribuidora russa foi a lei "anti-propaganda gay" do país - uma lei que pode colocar uma pessoa na cadeia por simplesmente assumir-se gay ou não esconder sua homoafetividade.

Eu e Andre, meu marido, vimos o filme do início ao fim, e garantimos que as cenas estão muito bem colocadas. É um desrespeito à história do cantor fazer qualquer corte. Na verdade, trata-se de algo mais que desrespeito - configura-se numa verdadeira mutilação a aplicação de censurar a qualquer parte dessa obra de arte que é, antes de tudo, um magnífico relato biográfico. Não há razão alguma que justifique tamanha desfaçatez.

Segundo o site Omelete, especializado em cinema e celebridades, "o crítico de cinema Anton Dolin relatou que o texto final do longa, que conta o que aconteceu com Elton John após os eventos retratados, também foi editado. Na versão russa, não há qualquer menção ao fato de que ele mora com o marido, com quem cria seus filhos."

O site diz que "na sexta-feira, o artista e a equipe do filme divulgaram uma nota condenando a atitude. 'A decisão da distribuidora local de editar certas cenas, negando ao público a oportunidade de ser o filme como ele foi concebido, é um reflexo triste do mundo dividido em que ainda vivemos e como ele pode cruelmente recusar o amor entre duas pessoas. Acreditamos em construir pontes e diálogos abertos e continuaremos a pressionar para derrubar as barreiras até que as pessoas sejam ouvidas igualmente ao redor do mundo'."

O ator Taron Egerton, em seu Instagram, também se manifestou: "Estou abatido com essa decisão de censurar nosso filme para o mercado russo. Estou ainda mais desapontado em saber isso em segunda mão, no dia do lançamento doméstico. Eu, de modo algum, desculpo essa decisão e me sinto decepcionado por não não haverem avisado, nem terem me dado a chance de lutar contra essa medida. Amor é amor. Sem exceção".

Elton John, 71 anos, o marido David Furnish, 55, e os  Zachary, de sete anos, e Elijah, de cinco, em 2018. Fonte: Revista Caras.


Resumindo

O filme é um libelo à superação da homofobia internalizada, aos traumas da infância e da adolescência perpetrados por um pai insensível e uma mãe ressentida, bem como da dependência química e de outros comportamentos autodestrutivos. É uma celebração à vida, ao amor e à autoestima resultante da paz consigo mesmo. É a conscientização de que não é preciso provar nada para ninguém. 

E não haverá fascismo, censura ou repressão que possam deter esse movimento que mergulha em si mesmo para sair mais forte e decolar como um verdadeiro rocketman.

Parabéns, Elton John! Parabéns a todos os envolvidos na produção desse registro fantástico!

Assistam, mas comprem seus ingresso com antecedência. E faça isso antes que o filme saia de cartaz. Veja aqui onde o filme está sendo exibido. Lembre-se de alterar a busca para a sua cidade, caso não seja do Rio de Janeiro: INGRESSO.COM








Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A homossexualidade no Egito antigo

Eduardo Peret: Homenagem a um amigo que bateu asas e deixou saudades

Bebê a bordo: Diário de um avô colorido 👴🏳️‍🌈