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Mostrando postagens de Dezembro, 2019

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Paula, uma pessoa intersexo

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  Por Sergio Viula Decidi resgatar uma experiência que eu tive em 12/02/2103, na cidade de Fortaleza, CE.  Essa experiência de troca humana fantástica aconteceu na Praia do Futuro, que é pontilhada por barracas em estilo de choupanas. Tomei uns belos  drinks  (lembram?) e comi muqueca de arraia com um acompanhamento de arroz, maionese, batata frita e farofa - tudo simples, mas super gostosinho. O melhor de tudo porém, foi ter conhecido Paula.  Assim que cheguei, percebi que Paula era uma mulher especial, apesar de todas as mulheres terem algo de especial por natureza. Mas, Paula chamava atenção por ter alguns traços masculinos. De início, pensei que ela fosse uma mulher transexual em processo de feminização. Decidi seguir o caminho mais seguro para descobrir como ela se identificava - perguntei qual era o seu nome. Assim, ela poderia indicar se preferia ser tratada no feminino, como eu imaginava. Ela me disse que se chamava Paula.  Acontece que Paula  não  é transexual. De forma absolu

Blog Fora do Armário: último ano da década

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Por Sergio Viula 31/12/19 Esse texto também encontra-se no Wordpress . Feliz 2020, querido(a) leitor(a) do Blog Fora do Armário. O último ano da década começa assim que o relógio tocar meia-noite.  Essa é a nossa chance de darmos à segunda década do milênio um final feliz. Eu me lembro que o ano 2000 costumava me parecer tão distante quanto a galáxia de Andrômeda. No entanto, encerraremos a segunda década deste milênio quando 2020 terminar. Nessas quase duas décadas do segundo milênio do nosso calendário, muita coisa aconteceu. E não me refiro apenas ao mundo ao meu redor, mas também à minha vida pessoal.  Foi no ano 2000, especificamente, que eu comecei a ver a porta do armário se romper totalmente diante de mim. Não que eu tenha saído ao primeiro tremor das fechaduras. Na verdade, meu primeiro ensaio de voo para fora do 'closet'  foi em 2001, mas só me livrei definitivamente das cadeias existenciais  da  homofobia dois anos depois. Sai do

'Travesti não é banguça' e transfobia é crime

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Rogéria: A travesti mais famosa do Brasil  Por Sergio Viula É sabido que a sociedade castiga aqueles que desafiam suas regras de alguma maneira, especialmente aquelas relacionadas normas de controle da sexualiade e do gênero. As travestis são as que pagam mais caro por sua ‘transgressão de gênero’. Elas são punidas com ostracismo, isto é, com sua segregação de áreas quase sempre acessíveis às pesssoas que não desafiam as normas binárias de gênero. Entenda-se por ‘normas binárias de gênero’ aquilo que geralmente se diz através do famoso mantra ‘isso é coisa de menina’ e ‘isso é coisa de menino’. Por causa desse apartheid de gênero, as travestis deixam de ter acesso a uma série de coisas. Destaco aqui a educação, os cuidados médicos e a moradia. Mas, como dizia Luana Muniz, famosa travesti que atuava na Lapa, no Rio de Janeiro: Travesti não é banguça! O jargão, que se tornou símbolo de resistência, viralizou na Internet, e Luana se tornou alvo do interesse de programas de TV e

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