Parlamento da Islândia aprova casamento gay por unanimidade


Islândia Aprova Casamento Gay por Unanimidade no Parlamento


Publicado em 11/06/2010


Em um marco histórico para os direitos LGBTQIA+, o Parlamento da Islândia aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira, uma lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Todos os 49 membros do Althingi — o Parlamento islandês — votaram a favor da mudança na legislação, que agora reconhece o casamento entre “homem e homem, mulher e mulher”, além do tradicional entre homem e mulher.

A decisão reforça a reputação da Islândia como uma sociedade progressista e tolerante. O país, com cerca de 320 mil habitantes, já havia dado passos significativos rumo à igualdade quando, em 2009, elegeu como primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, a primeira chefe de governo abertamente homossexual do mundo.

Segundo o cientista político Gunnar Helgi Kristinsson, a aprovação da lei não gerou grandes controvérsias dentro do país:

“A atitude na Islândia é bastante pragmática. O casamento homossexual não tem sido uma grande questão na política nacional, não foi controverso.”

De fato, a orientação sexual da primeira-ministra recebeu mais atenção da mídia internacional do que da própria população islandesa, que, de acordo com especialistas, vem demonstrando uma aceitação crescente da diversidade nas últimas décadas.

No entanto, ainda resta uma dúvida sobre a participação da Igreja Luterana da Islândia na celebração desses casamentos. A nova legislação garante aos sacerdotes a liberdade de escolha: eles “serão sempre livres para celebrar o casamento, mas nunca obrigados a tal”.

Com essa decisão, a Islândia se junta a outras nações nórdicas como Suécia, Noruega e Dinamarca, que também legalizaram uniões homoafetivas. Enquanto isso, o tema segue sendo mais polêmico em países do sul da Europa e nos Estados Unidos, onde as leis sobre o assunto variam conforme o Estado desde 1999.

A aprovação unânime representa um forte sinal de que igualdade e respeito à diversidade podem, sim, ser valores universais — e, mais ainda, políticas de Estado.

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