
🏳️🌈🚨 Homofobia na universidade: o silêncio que grita na UFRJ
A universidade, espaço que deveria ser de pensamento crítico, liberdade e diversidade, mais uma vez mostra que também carrega as marcas do preconceito. Denúncias de casos de homofobia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revelam que, mesmo em centros de excelência e produção de conhecimento, ser LGBTQ+ ainda pode ser sinônimo de vulnerabilidade e risco.
O estudante Flavio Silva, do curso de Serviço Social, denunciou que foi agredido no alojamento do campus do Fundão enquanto colava cartazes de um evento contra opressões. Segundo Flavio, um outro estudante, incomodado com a imagem de dois homens nos cartazes, queimou o material e proferiu ofensas homofóbicas, dizendo frases como:
"Já sou obrigado a conviver com um viado morando em frente, e ainda colam coisas de viado na minha porta!"
Outro episódio ainda mais alarmante aconteceu com o estudante de Letras Delano de Souza, cuja porta foi quase arrombada por um colega, Thiago José da Silva Barbosa, estudante de Matemática, aos gritos de:
"Viado filho da puta, eu vou te matar!"— tudo por causa de um desentendimento sobre o ar condicionado.
E, como se já não fosse revoltante o bastante, a direção do alojamento afirma não ter conhecimento de episódios de homofobia. Mesmo com pichações explícitas como "Caverna do Dragão" (lado dos homofóbicos) e "Castelo de Cristal" (referência pejorativa aos homossexuais) nos corredores do alojamento, a diretora Vera Lucia Aguiar disse:
"À minha sala nunca chegou nenhuma reclamação sobre homofobia feita por aluno."
😡 O silêncio institucional também é violência
Não basta falar em diversidade nos murais e nos eventos oficiais se a universidade fecha os olhos quando a LGBTQfobia invade os dormitórios, os corredores e a vida dos estudantes. O silêncio da gestão não é neutro: é cúmplice.
A UFRJ, como qualquer instituição pública, tem a obrigação de garantir:
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Um ambiente seguro e respeitoso para todos os estudantes, independentemente da sua identidade de gênero ou orientação sexual;
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Investigação e responsabilização dos agressores;
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Apoio psicológico e institucional às vítimas;
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Políticas claras e eficazes de combate à LGBTQfobia.
✊ Não vamos aceitar retrocessos
O Fora do Armário se solidariza com Flavio, Delano e todos os estudantes que enfrentam a violência do preconceito dentro das universidades brasileiras. Seguimos denunciando, dando visibilidade e exigindo: respeito, justiça e transformação.
O que não pode é uma instituição mantida por recursos federais permitir que a homofobia seja mantida e atualizada em suas instalações e/ou atividades. A campanha "Brasil Sem Homofobia" do governo federal parece não ter ainda surtido efeito na própria universidade federal...
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