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Alguns equívocos do Moses

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Este post tem por objetivo refletir sobre algumas declarações de João Luiz Santolin, presidente do Moses, durante um seminário promovido pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), conforme publicado no livro "Religião e Sexualidade: Convicções e Responsabilidades, organizado por Emerson Giumbelli, publicado pela Editora Garamond, 2005 (ISBN 8576170604, 9788576170600). De acordo com Santolin, o Moses foi fundado em 1997. Ele está certo. Ele só não disse que isso aconteceu durante a Parada Gay celebrada no Rio de Janeiro, no referido ano. Também não disse que éramos três: Santolin, Liane França e eu (quem tiver dúvida, consulte o jornal O Globo, publicado no dia seguinte ao da passeata, pois nossos nomes estão lá no último parágrafo da matéria de cobertura da Parada Gay). Obviamente, ele não disse, devido ao constrangimento causado pela entrevista que dei em novembro de 2004 à revista Época, na qu

Que domingo! Que dia emblemático!

 

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Por Sergio Viula


Que domingo! Que dia emblemático!

Esse é o último domingo do mês de março - mês da mulher. É também o 10º dia depois do aniversário de seis anos do assassinato da vereadora Marielle Franco. E foi precisamente nesse domingo que foram presos três acusados de serem os mandantes do crime que chocou o Brasil e o mundo.

Foi na manhã desse domingo, 24/03/2024, que foram presos o deputado federal Chiquinho Brazão (União-RJ); o irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio; e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa. Os três encontram-se no Presídio Federal do Distrito Federal por suspeita de mandar matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Relembrando alguns dos principais fatos sobre esse crime hediondo:

Marielle Franco era uma ativista dos direitos humanos e vereadora no Rio de Janeiro. Ela foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018 juntamente com seu motorista e amigo Anderson Gomes. O crime ocorreu quando Marielle estava saindo de um evento político no centro do Rio de Janeiro. Marielle Franco era conhecida por sua defesa dos direitos das mulheres, dos negros, da comunidade LGBTQ+ e dos residentes de favelas. Sua morte gerou grande comoção nacional e internacional, levando a protestos e pedidos por justiça em todo o mundo.

As investigações sobre o assassinato levaram algum tempo e foram marcadas por desafios e controvérsias, com acusações de obstrução e corrupção, mas em março de 2019, dois suspeitos, o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, foram presos e acusados pelo assassinato de Marielle e Anderson. As investigações apontaram que o crime foi planejado e executado meticulosamente, com motivações políticas.

O assassinato de Marielle Franco ressaltou os desafios enfrentados por ativistas e defensores dos direitos humanos no Brasil, especialmente em áreas marcadas pela violência e pela corrupção.

Depois de seis anos de investigações, foram presos na manhã desse domingo, 24/03/2024, o deputado federal Chiquinho Brazão (União-RJ); o irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio; e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa. Os três encontram-se no Presídio Federal do Distrito Federal por suspeita de mandar matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Em função da prisão desses três "peixes grandes", houve grande movimentação nas redes sociais e na mídia convencional. Diversos políticos e representantes de organizações sociais celebraram a ação do Judiciário e da Polícia Federal. A família de Marielle, incluindo Mônica Benício, sua esposa, deram entrevistas emocionadas com o resultado das investigações.

Mônica Benício é arquiteta e ativista dos direitos humanos, assim como Marielle. Elas viveram juntas durante 14 anos, separadas apenas pelo crime cometido contra Marielle. Após o assassinato de Marielle, Mônica tornou-se uma figura proeminente na busca por justiça e na continuação do legado de sua esposa. Ela manteve-se ativa em eventos, protestos e campanhas na busca por elucidar o crime, colocar os culpados atrás das grades e promover mudanças significativas na sociedade brasileira.

Que muitas outras Marielles e Mônicas se levantem nesse país, assumam posições influentes e promovam mudanças estruturais suficientes para que possamos viver como uma sociedade saudável, pacífica e próspera, especialmente no tocante aos direitos das mulheres, das pessoas negras, indígenas, LGBT+ e com necessidades especiais. O câncer da violência racial, de gênero e por orientação sexual, entre outras, têm que ser extirpado do nosso tecido social o mais rápido possível, e isso vai exigir o empenho de todos, uma vez que até mesmo entre os poderes que deveriam reprimir tais violências encontram-se alguns dos bandidos mais perigosos de que se tem notícia.

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