DISNEY PROPÕE ALTERAR AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE, INCLUSÃO E EQUIDADE (DEI), MAS RECUA SOB PRESSÃO

A figurinha no meio da frase é o birro de uma bexiga de aniversário,
mas você entenderam, né? 😂



Por Sergio Viula



Nos últimos meses, a Disney passou por ajustes em suas políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), provocando debates acalorados entre acionistas, funcionários e grupos de defesa dos direitos humanos. Apesar das pressões políticas e conservadoras para que a empresa abandonasse iniciativas voltadas à inclusão, os acionistas rejeitaram de forma esmagadora uma proposta que visava retirar a Disney do Índice de Igualdade Corporativa da Human Rights Campaign (HRC), com 99% dos votos contrários à mudança.

A Human Rights Campaign celebrou essa decisão como uma demonstração clara dos valores defendidos pelos acionistas e reforçou a importância da diversidade para o ambiente corporativo. Eric Bloem, vice-presidente da HRC Foundation, destacou que empresas líderes globais reconhecem que um ambiente inclusivo impulsiona inovação, produtividade e fortalecimento dos negócios. Ele também apontou que acionistas de outras grandes corporações, como Apple e Costco, vêm rejeitando tentativas similares de enfraquecimento das políticas de inclusão.

Enquanto isso, algumas mudanças internas na Disney levantaram preocupações entre grupos LGBTQ+ e aliados. A remoção da categoria "Diversidade e Inclusão" da métrica de desempenho dos executivos foi vista como um sinal de distanciamento das práticas anteriores. Além disso, a eliminação de uma história sobre uma mulher trans da série animada "Win or Lose", da Pixar, gerou críticas de que a Disney estaria cedendo a pressões conservadoras e adotando uma abordagem mais neutra para evitar controvérsias.

A narrativa conservadora contra a chamada "cultura woke" – um termo pejorativo que tenta descredibilizar a luta pela diversidade e equidade – reflete uma falácia que se opõe aos direitos humanos sob o pretexto de proteger valores tradicionais. No entanto, como demonstrado na rejeição massiva da proposta anti-DEI, a resistência de funcionários, ativistas e acionistas progressistas continua sendo um fator determinante na manutenção dessas políticas.

Os riscos de qualquer recuo nas políticas de DEI são evidentes. Empresas que cedem à pressão de grupos contrários à diversidade correm o risco de perder talentos, afastar consumidores e prejudicar sua reputação global. A Disney, mesmo com ajustes estratégicos em sua abordagem, ainda mantém compromissos de longo prazo com a inclusão. No entanto, as vozes LGBTQ+ e de aliados continuam vigilantes, reforçando que a luta por um ambiente corporativo mais justo e respeitoso não pode ser negligenciada.

Live transformada em video em 23/03/25

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