
🏳️🌈 Refúgio contra a intolerância: Brasil acolhe homossexual iraniano perseguido por sua orientação
Em tempos em que o mundo ainda presencia absurdos cometidos em nome da religião, da tradição ou da “moral”, uma notícia como esta precisa ser celebrada com orgulho: o Brasil concedeu refúgio político a um homossexual iraniano de 29 anos, vítima da política homofóbica imposta pelo governo de Mahmoud Ahmadinejad.
O iraniano — que prefere não ter o nome e a imagem divulgados, temendo represálias à sua família que ainda vive em Teerã — conseguiu o status de refugiado político concedido pelo Conare (Comitê Nacional para Refugiados), vinculado ao Ministério da Justiça. O pedido foi aceito dias após o encontro entre Lula e Ahmadinejad, que firmaram um polêmico acordo nuclear com o Irã e a Turquia. Um gesto diplomático, sim — mas que neste caso também abriu espaço para um gesto profundamente humano.
🧑⚖️ No Irã, o jovem foi acusado de “traição à pátria” e perseguido não só por protestar contra o regime autoritário, mas também por ser gay. A polícia invadiu sua casa, descobriu sua orientação sexual ao vasculhar seu computador e deu início ao inferno. No Irã, a homossexualidade pode ser punida com apedrejamento ou enforcamento em praça pública — uma barbárie institucionalizada que o próprio Ahmadinejad nega, afirmando que "no Irã não há homossexuais".
🚨 Com ajuda de uma ONG canadense e, depois, da Human Rights Watch e do Instituto Edson Neris (SP), o jovem conseguiu chegar ao Brasil. Foi preso no Aeroporto de Guarulhos, fez greve de fome por seis dias para não ser deportado, e finalmente obteve autorização provisória para permanecer. Está hoje sob os cuidados do Cáritas da Arquidiocese de São Paulo, sem saber ainda como vai se sustentar — o governo iraniano confiscou sua conta bancária com US$ 55 mil.
✊ Comentário deste blogueiro
Que bom ver o Brasil fazendo o que qualquer país comprometido com a Declaração Universal dos Direitos Humanos deveria fazer: acolher quem foge da opressão. E que triste pensar que ainda existem lugares onde ser quem você é pode te levar à morte. Isso não é cultura. Isso é atraso.
A verdade é que o mundo está cheio de deuses, profetas e livros sagrados. E os lugares onde a política ainda se mistura com doutrinas religiosas — seja judaísmo, cristianismo ou islamismo — seguem sendo hostis à existência LGBT+. Sim, Israel deu passos importantes e hoje é um lugar infinitamente melhor para um homossexual viver do que o Irã, mas isso se deve ao avanço da mentalidade secular, não da fé.
Que Roma e Meca — capitais simbólicas de tradições religiosas que ainda teimam em negar a dignidade humana — sigam, um dia, o caminho que Tel-Aviv começou a trilhar. E que esse dia chegue logo.
✨ Enquanto isso, parabéns ao Brasil pela atitude! Que esse rapaz iraniano consiga se reconstruir aqui, viver com liberdade, dignidade e amor. Que ele encontre, finalmente, um lugar onde ser gay não é crime — é só mais uma forma de ser humano.
É ruim generalizar as coisas, mas dá vontade de dizer: que merda de país. É inadmissível que a religião ainda interfira nas leis e nos governos atuais. Países que se prezam devem considerar o status atual do homem, seu contexto no mundo, seus direitos, e a ciência sem mitos na elaboração de suas leis. Tenho muita pena de pessoas que têm de viver em um país que anda para trás como o Irã.
ResponderExcluirArrasou, Rüsben. É bem isso mesmo! Nada pode ser mais nocivo para uma sociedade do que a hegemonia de um grupo religioso. Quanto mais diversidade e pulverização de poder, melhor.
ResponderExcluirAbraço, garoto!
Sergio Viula
quando eu digo que religião nunca fez bem em nenhum momento da história da humanidade ta ai a prova
ResponderExcluirVc tem razão. Um mundo sem religião seria um mundo com muitíssimo menos preconceito e ódio. Haveria preconceito e ódio de alguma maneira, mas pelo menos não graças aos estímulos dessa máquina milionária e propagadora de míseria financeira e intelectual.
ResponderExcluirAbraço, Serginho!