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Alguns equívocos do Moses

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Este post tem por objetivo refletir sobre algumas declarações de João Luiz Santolin, presidente do Moses, durante um seminário promovido pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), conforme publicado no livro "Religião e Sexualidade: Convicções e Responsabilidades, organizado por Emerson Giumbelli, publicado pela Editora Garamond, 2005 (ISBN 8576170604, 9788576170600). De acordo com Santolin, o Moses foi fundado em 1997. Ele está certo. Ele só não disse que isso aconteceu durante a Parada Gay celebrada no Rio de Janeiro, no referido ano. Também não disse que éramos três: Santolin, Liane França e eu (quem tiver dúvida, consulte o jornal O Globo, publicado no dia seguinte ao da passeata, pois nossos nomes estão lá no último parágrafo da matéria de cobertura da Parada Gay). Obviamente, ele não disse, devido ao constrangimento causado pela entrevista que dei em novembro de 2004 à revista Época, na qu

NIMONA: Simplesmente apaixonante. #Netflix

 Por Sergio Viula


Nimona: Assista no Netflix


Meu amigo Eduardo Michels me enviou uma recomendação sobre uma animação que eu nunca tinha visto. Na verdade, foi o marido dele, o querido Flávio, que deu a dica. Flávio adora animações. Eduardo prefere filmes - alguns deles raros. Como os dois sabem que eu curto tanto uma coisa como outra, Eduardo costuma me sugerir uns títulos maravilhosos. E esse não foi diferente.

Trata-se da animação chamada NIMONA. O enredo gravita em torno de uma rainha, seu reino, uma ordem cavalariça e uma criatura não-humana que parece apenas uma adolescente revoltada à primeira vista, mas é MUITO mais do que isso. Nimona, essa "garota", no final das contas, é a imparável protagonista desse enredo. Seu parceiro é um dos cavaleiros, mas não vem de "estirpe nobre", mas é mais nobre do que os demais. Curiosamente, ele é apaixonado por outro cavaleiro da mesma ordem e correspondido.

A animação tem muitas camadas. Cada uma delas pode ser interpretada das mais diversas maneiras, mas o que torna todas muito relevantes é o fato de se comunicarem muito intimamente com a atualidade e a nossa realidade mais próxima. 

A obra é para maiores de 12 anos, mas adultos com uma visão perspicaz captarão muito mais nuances do que provavelmente possam esperar de uma animação. Infelizmente, muitos ainda não entenderam que o gênero animação é também uma linguagem. Por isso mesmo, ela pode carregar significados mais profundos, relevantes e até mesmo mais urgentes do que geralmente imaginam aqueles que desprezam desenhos apresentados pela 7a. arte - o cinema. Tudo bem que aqui se trata de um canal de streaming, isso não muda o fato de que essa obra poderia muito bem estar em qualquer telona - e merece, acreditem.


Trailer

Assista, tire suas próprias conclusões e divulgue essa obra. Você pode compartilhar o link desse post com seus amigos nas redes sociais. Seja a mudança que você quer ver no mundo - você já deve ter ouvido isso antes. Então, mãos à obra.


Assista aqui a animação completa no Netflix: 

https://www.netflix.com/br/title/81444554?s=a&trkid=13747225&trg=wha&vlang=pt&clip=81690197 

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