Travestis assassinados em Minas Gerais e no Rio de Janeiro

Crime ocorreu em posto de gasolina na divisa entre BH e Ibirité
FOTO: RAPHAEL RAMOS/O TEMPO


🩸 Mais uma vítima da transfobia?

O silêncio diante do sangue nas ruas é eloquente sobre a necessidade de educação para a diversidade e punição à altura desses crimes.


Neste fim de semana, duas mortes brutais acenderam mais uma vez o alerta vermelho para quem ainda ousa dizer que a população LGBTQIA+ não precisa de proteção específica no Brasil.

Em Minas Gerais, um cabeleireiro de 34 anos foi espancado até a morte por um grupo de cerca de oito pessoas. O crime aconteceu por volta das 5h da manhã de domingo, em um posto de combustíveis na divisa entre Belo Horizonte e Ibirité. A vítima foi agredida até perder a consciência e morreu no local.

O motivo? Desconhecido. Os assassinos? Foram embora como se nada tivesse acontecido.

De acordo com o sargento Rafael Andrade, da PM, o cabeleireiro não tinha antecedentes criminais, não estava envolvido com drogas e, segundo a família, não tinha inimigos. Saiu para tomar cerveja e voltou dentro de um saco preto. O que é isso, senão um possível crime de ódio?


No Rio de Janeiro, outro horror: assassinato e tentativa de ocultação de cadáver

No mesmo fim de semana, no Jardim Botânico, zona Sul do Rio de Janeiro, um estudante de Direito de 27 anos foi preso em flagrante enquanto tentava queimar o corpo de um travesti que ele havia assassinado dentro de casa.

Sim, você leu certo.

Os vizinhos ouviram gritos de socorro. A PM chegou a tempo de flagrar o momento em que o universitário tentava ocultar o cadáver com tijolos, telhas e pedaços de madeira.

Apesar do cenário grotesco e cruel, a Polícia Civil descartou a hipótese de crime de ódio, alegando que o acusado mantinha relações com pessoas do mesmo sexo.

Como se o fato de manter relações sexuais com alguém impedisse uma pessoa de ser LGBTfóbica.


✊🏽 Este blog pergunta: ATÉ QUANDO?

Até quando vamos ver gente morrer por ser quem é — enquanto autoridades e parte da sociedade fingem que nada acontece?

Até quando vamos aceitar que assassinatos como esses sejam tratados com normalidade, como se fossem simples desentendimentos ou “tragédias pontuais”?

Até quando vamos ver gente que luta por igualdade ser enterrada em silêncio, enquanto o discurso público segue dizendo que “todos já têm os mesmos direitos”?

🛑 Isso não é verdade.

Exigimos investigações sérias, punição exemplar para os culpados e políticas públicas efetivas de proteção à população LGBTQIA+. Exigimos visibilidade para essas histórias e o fim da conivência social com a violência contra nossos corpos e nossas vidas.


Porque quem cala, consente. E nós não vamos mais calar.

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