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Paula, uma pessoa intersexo

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  Por Sergio Viula Decidi resgatar uma experiência que eu tive em 12/02/2103, na cidade de Fortaleza, CE.  Essa experiência de troca humana fantástica aconteceu na Praia do Futuro, que é pontilhada por barracas em estilo de choupanas. Tomei uns belos  drinks  (lembram?) e comi muqueca de arraia com um acompanhamento de arroz, maionese, batata frita e farofa - tudo simples, mas super gostosinho. O melhor de tudo porém, foi ter conhecido Paula.  Assim que cheguei, percebi que Paula era uma mulher especial, apesar de todas as mulheres terem algo de especial por natureza. Mas, Paula chamava atenção por ter alguns traços masculinos. De início, pensei que ela fosse uma mulher transexual em processo de feminização. Decidi seguir o caminho mais seguro para descobrir como ela se identificava - perguntei qual era o seu nome. Assim, ela poderia indicar se preferia ser tratada no feminino, como eu imaginava. Ela me disse que se chamava Paula.  Acontece que Paula  não  é transexual. De forma absolu

Kenneth Felts sai do armário aos 90 anos — e é só o começo


Kenneth Felts, 90 anos e finalmente fora do armário


“Ele é tão corajoso e nem perecebe que é, mas é extraordinário”, diz a filha dele.


Esse post baseia-se no artigo especial de Sarah Kuta para The Denver Post em 18 de junho de 2020. Traduzido e adaptado por Sergio Viula.



Kenneth Felts é um senhor de 90 anos de idade. Por quase um século de vida, ele agiu como um homem heterosexual, mas, finalmente, encontrou forças para deixar o armário e mostrar suas cores verdadeiras. 

Kenneth nunca planejou sair do armário, mas a quarentena do coronavírus sacudiu seus alicerces. Decidido a usar seu tempo livre no isolamento, Felts começou a trabalhar em sua autobiografia, o que trouxe à tona uma enxurrada de memórias.

Uma dessas memórias era a de seu grande amor, Phillip. Os dois apaixonaram-se na Califórnia no final da década de 1950. 

Apesar da força desse amor, Felts decidiu viver como se fosse heterossexual, pois viver como gay assumido era extremamente difícil naquele tempo.

Algumas semanas atrás, porém, enquanto conversava com sua filha Rebecca Mayes, ele deixou escapar que se arrependia de ter deixado Phillip. Foi a primeira vez que ele mencionou sua homossexualidade para a filha, que é sua única prole de um casamento que terminou em divórcio. A filha tentou consolá-lo. Ela mesma lésbica assumida há 20 anos, isto é, desde sua graduação na universidade. Felts precisou se acostumar à ideia de ter uma filha lésbica, mas não demorou a aceitar e apoiá-la e a esposa dela, Tracie Mayes, apesar de suas próprias questões internas.

Depois de sair do armário, Kenneth Felts decidiu que era hora de se colocar francamente no mundo. Ele mandou emails e postou uma mensagem no Facebook, explicando que havia acumulado duas personalidades dentro dele – a de Ken, um homem heterossexual, e a de Larry, um homem gay. Depois de anos suprimindo Larry, era hora de libertá-lo.

Em minutos, mensagens de apoio transbordaram a página e a caixa de e-mails dele.

“Eu estive no armário toda a minha vida — no fundo do armário, atrás de pilhas e pilhas de roupa. Estou de volta”, disse ele. 

“Ao abrir aquela porta frontal, eu passei por grande trepidação sobre o que as pessoas diriam. Eu estava muito preocupado porque eu precisava das pessoas e não aguentaria perdê-las só porque decidi finalmente ser que eu realmente era.”

O resultado foi fenomenal. Agora, ele está entusiaticamente assumido e orgulhoso. Além de uma bandeira e um casaco com gorro do arco-íris, ele participa de um grupo de idosos LGBTQ organizado pelo Center on Colfax. Ele também está fazendo campanha para arrecadar dinheiro para eventos que apoiam a comunidade LGBTQ.

Felts nasceu em 1930 em Dodge City, Kansas, Estados Unidos. Quando criança, foi alvo de bullying nas escolas por onde passou. Aos 12 anos, ele entendeu que era gay. Depois de uma vida inteira no armário, a única coisa que Felps não se arrepende de ter feito foi gerar Rebecca, sua filha amada. Ele deixa isso bem claro. Porém, lamenta ter vivido de uma forma que não condizia com sua verdadeira afetividade e sexualidade. Agora, ninguém segura a alegria desse homem que se reconcilia consigo mesmo e com seu círculo familiar e de amigos, finalmente.

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