
Pessoas transgênero oram na escola de Yogyakarta
Uma escola transgênero islâmica foi reaberta na cidade de Yogyakarta na ilha de Java.
Fonte: BBC News
https://www.bbc.com/news/blogs-news-from-elsewhere-27111995
Tradução: Sergio Viula
Para o Blog Fora do Armário
A escola, conhecida no local como Pesantren Waria, foi a primeira desse tipo no país e foi inagurada em 2008, mas foi fechada quando seu fundador morreu no mês passado. Ela agora se mudou para a casa que pertence a Shinta Ratri, uma ativista LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) .
Os 35 alunos têm estudos islâmicos e uma chance de trabalhar e ganhar dinheiro, informa o jornal The Jakarta Post. Anteriormente, a escola tinha um salão de beleza e também alugava vestidos de núpcias tradicionais. Fonte: https://www.thejakartapost.com/news/2014/04/21/transgender-islamic-school-reopened.html
"De acordo com o Alcorão, não podemos classificar as pessoas com base em valores econômicos, sociais, políticos, de gênero ou tradicionais", disse - durante a cerimônia de inauguração - Abdul Muhaimin, um líder da Forum da Irmandade dos Fiéis da Indonésia (Indonesia's Brotherhood Forum of the Faithful), uma organização que encoraja a tolerância religiosa. "Eu espero que os alunos aqui sejam tão fortes, uma vez que terão que enfrentar o estigma da sociedade."
O Jakarta Globe informou em outros lugares que a opinião pública na Indonésia é fortemente contrária aos direitos LGBT. Ele cita o Global Divide on Homosexuality, um estudo de 2003 feito pelo Pew Research Center, que diz que 93% perguntadas pensavam que as pessoas gays não deviam ser aceitas.
Verdadeiras e verdadeiros desbravadores esses estudantes e professores da escola voltada para pessoas transgênero. Parabéns pela coragem. São iniciativas assim que quebrarão o paradigma do estigma baseado em preconceitos infundados, irracionais e ainda não examinados à luz dos conhecimentos de que dispomos hoje em dia sobre a sexualidade humana e a fluidez de gênero.
Daqui a alguns anos, pesquisas como essa serão feitas e muito provavelmente terão resultados bem diferentes, muito mais sensatos e muito mais humanistas.
Tradução: Sergio Viula
Para o Blog Fora do Armário
A escola, conhecida no local como Pesantren Waria, foi a primeira desse tipo no país e foi inagurada em 2008, mas foi fechada quando seu fundador morreu no mês passado. Ela agora se mudou para a casa que pertence a Shinta Ratri, uma ativista LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) .
Os 35 alunos têm estudos islâmicos e uma chance de trabalhar e ganhar dinheiro, informa o jornal The Jakarta Post. Anteriormente, a escola tinha um salão de beleza e também alugava vestidos de núpcias tradicionais. Fonte: https://www.thejakartapost.com/news/2014/04/21/transgender-islamic-school-reopened.html
"De acordo com o Alcorão, não podemos classificar as pessoas com base em valores econômicos, sociais, políticos, de gênero ou tradicionais", disse - durante a cerimônia de inauguração - Abdul Muhaimin, um líder da Forum da Irmandade dos Fiéis da Indonésia (Indonesia's Brotherhood Forum of the Faithful), uma organização que encoraja a tolerância religiosa. "Eu espero que os alunos aqui sejam tão fortes, uma vez que terão que enfrentar o estigma da sociedade."
O Jakarta Globe informou em outros lugares que a opinião pública na Indonésia é fortemente contrária aos direitos LGBT. Ele cita o Global Divide on Homosexuality, um estudo de 2003 feito pelo Pew Research Center, que diz que 93% perguntadas pensavam que as pessoas gays não deviam ser aceitas.
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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO
Verdadeiras e verdadeiros desbravadores esses estudantes e professores da escola voltada para pessoas transgênero. Parabéns pela coragem. São iniciativas assim que quebrarão o paradigma do estigma baseado em preconceitos infundados, irracionais e ainda não examinados à luz dos conhecimentos de que dispomos hoje em dia sobre a sexualidade humana e a fluidez de gênero.
Daqui a alguns anos, pesquisas como essa serão feitas e muito provavelmente terão resultados bem diferentes, muito mais sensatos e muito mais humanistas.
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