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LGBT no BBB 2022

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 Por Sergio Viula Você pode amar, odiar ou ser indiferente ao Big Brother Brasil (BBB), mas o que ninguém consegue é ficar totalmente alienado das tretas que explodem mais cedo ou mais tarde na casa mais vigiada do Brasil.  No ano passado, comemoramos a presença de muitos participantes negros no BBB. Porém, logo ficou nítido que a quantidade perdia a importância diante da qualidade dos comportamentos e das falas de alguns dos participantes. Karol Conka, Nego Di, Projota  e Lumena fizeram brasileiros de todas as cores se revoltarem em suas poltronas por causa de várias posturas reprováveis, especialmente pelo modo como agiram com outro negro - o jovem Lucas Penteado. O massacre psicológico feito contra o rapaz foi tão truculento que culminou em sua saída "voluntária" do programa.  Curiosamente, a gota d'água para Lucas foi a incompreensão de alguns dos participantes a respeito do beijo que ele e Gil - outro homem negro - trocaram durante uma festa na casa. As pessoas que m

Avô de 96 anos sai do armário


Um avô de 96 anos de idade e sobrevivente do Holocausto diz à família que é gay



Ronald Blank conta sua história ao YouTuber Davey Wavey - CREDIT: YOUTUBE


Por Anna Schaverien
The Telegraph
Em 05 de março de 2017
Traduzido por Sergio Viula



O bisavô é casado com a mesma esposa há 67 anos, mas só contou à família que é gay no ano passado.

Originário da Polônia, Ronald Blank e sua esposa Ruth se mudaram para os Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial.

O Sr. Blank falou ao produtor de vídeos do YouTube Davey Wavey sobre sua experiência única de sair do armário, antecipando o documentário On My Way Out (Saindo), que o neto dele, Brandon Gross, está dirigindo sobre o avô.

O Sr. Blank explicou que sabia que era gay desde os cinco anos de idade. Ele disse à família: “Eu nasci e por toda a minha vida fui gay."

“Eu contei a eles toda a tragédia da minha vida e ele entenderam o que aconteceu comigo.”

Numa entrevista anterior para a Out Magazine, o Sr. Blank explicou como era quando ele era jovem: "Ser gay era um crime, e você era condenado a escolher entre o suicídio ou a vida no armário. Eu decidi viver.”

O nonagenário disse a sua esposa Ruth, também com 96 anos, a verdade sobre sua sexualidade décadas antes de contar ao restante da família.

O Sr. Blank disse a Ruth, que também é uma sobrevivente do Holocausto, que ele era gay depois do nascimento de seu segundo filho em 1953.

Ela guardou o segredo dele até que ele finalmente estivesse pronto para contar a seus dois filhos, cinco neto e um bisneto no ano passado.

O homem de 96 anos distribuiu pérolas de sabedoria sobre amor numa tocante entrevista.

Ele confirmou que gostaria de ter um namorado ou companheiro, e que não ligaria para a aparência dele.


Ele disse: “Eu não olho para seus rostos, mas para o coração."

“Serei muito honesto sobre isso. Eu realmente não preciso de conexão física ou mental. Mas eu quero. Eu quero ir dormir e ter alguém perto de mim, não por outra razão qualquer, mas para estar certo de que alguém liga. Isso é tudo.”




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COMENTÁRIO DESTE BLOGUEIRO



Só uma pergunta para quem lê esse post e ainda está no armário.



Vale a pena passar a vida toda escondido?



Não saia do armário de qualquer jeito. Prepare-se para o que der e vier. Mas, não viva prisioneiro se você tiver a chance de viver em liberdade sem risco de morrer por causa disso - como era o caso do Sr. Blank. 


Ah, e mais uma coisa: O Sr. Blank é prova viva de que não se trata de uma escolha, uma fase, uma moda. Você é! Você não está! Você não virou e não vai desvirar! Você é! Orgulhe-se de QUEM VOCÊ É.



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