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Alguns equívocos do Moses

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Este post tem por objetivo refletir sobre algumas declarações de João Luiz Santolin, presidente do Moses, durante um seminário promovido pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), conforme publicado no livro "Religião e Sexualidade: Convicções e Responsabilidades, organizado por Emerson Giumbelli, publicado pela Editora Garamond, 2005 (ISBN 8576170604, 9788576170600). De acordo com Santolin, o Moses foi fundado em 1997. Ele está certo. Ele só não disse que isso aconteceu durante a Parada Gay celebrada no Rio de Janeiro, no referido ano. Também não disse que éramos três: Santolin, Liane França e eu (quem tiver dúvida, consulte o jornal O Globo, publicado no dia seguinte ao da passeata, pois nossos nomes estão lá no último parágrafo da matéria de cobertura da Parada Gay). Obviamente, ele não disse, devido ao constrangimento causado pela entrevista que dei em novembro de 2004 à revista Época, na qu

Direitos LGBT no mundo (mapa simplificado)

Por Sergio Viula


Confira o mapa que o Blog Fora do Armário preparou para você.

Veja como andam os direitos LGBT no mundo: casamento, adoção, criminalização da homofobia, entre outros. Veja também onde as pessoas LGBT correm gravíssimo risco de vida e violência estatal.

Junho é o mês do orgulho LGBT e temos realmente muito do que nos orgulhar nessa luta! Continuemos firmes até que TODOS os nossos direitos estejam garantidos.

Mantenhamos os olhos bem abertos, porque a criminalização da homofobia e da transfobia no Brasil ainda vai passar por muita coisa até que uma lei seja produzida pelo parlamento. 

A bancada do ódio (leia-se fundamentalista) está tramando contra a equiparação da homofobia e da transfobia ao racismo decidida pelo Supremo Tribunal Federal. 

Diga NÃO a qualquer tentativa de inocentar o CRIME de injúria em templos ou veiculada pelos meios de comunicação dominados por esses homofóbicos e transfóbicos, os quais, entre outras coisas, transformam o ódio às pessoas LGBT e suas identidades e afetividades em plataforma política para se elegerem nos inúmeros currais eleitorais (leiam-se templos) através de 'voto de cabresto' (leia-se o voto ditado pelo líder) - o que também se constitui em crime eleitoral. 

Abra o olho, comunidade LGBT!

É preciso fiscalizar quem se coloca como nossos representantes nessas ditas "negociações", "discussões" ou "diálogos" e reprovar imediatamente qualquer condescendência para com essa trama.

Lutemos e celebremos o que já foi conquistado.








Veja a lista de países que aprovaram o casamento igualitário.
(em ordem alfabética)

Dados de junho de 2019


África do Sul (2006)

Alemanha (2017)

Argentina (2010)

Austrália (2017)

Áustria (2019)

Bélgica (2003)

Brasil (2013)

Canadá (2005)

Colômbia (2016)

Dinamarca (2012)

Equador (quatro dias atrás)

Escócia (2014)

Espanha (2005)

Estados Unidos (2015)

Finlândia (2015)

França (2013)

Groenlândia (2015)

Inglaterra e País de Gales (2013)

Irlanda (2015)

Islândia (2010)

Luxemburgo (2014)

Malta (2017)

México (2009), mas apenas em algumas cidades ou territórios.

Noruega (2008)

Nova  Zelândia (2013)

Países Baixos (2000)

Portugal (2010)

Suécia (2009)

Taiwan (2019)

Uruguai (2013)


Veja também os 43 países que criminalizam a homofobia:


Américas
Segundo o documento, consideram crime a homofobia: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Canadá e Estados Unidos.

O México, de acordo com o levantamento, não tem uma lei federal sobre o tema, mas há províncias que incluíram a criminalização nos códigos penais locais.

Europa
De acordo com o levantamento, consideram crime a homofobia: Albânia, Andorra, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Dinamarca, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Hungria, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Montenegro, Noruega, Portugal, Romênia, San Marino, Sérvia, Eslováquia, Espanha e Reino Unido. O relatório também inclui o Kosovo, território que reivindica a independência da Sérvia.

África, Ásia e Oceania
Somados, os continentes têm sete países que criminalizam homofobia e transfobia. Na África, integram a lista Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Na Ásia, Mongólia e Timor Leste. E na Oceania, estão na lista Nova Zelândia e Samoa.

O relatório [da Ilga, divulgado neste ano,] afirma que a Austrália não tem nenhuma lei federal sobre o tema, mas que o estado de Nova Gales do Sul prevê a criminalização.


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