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TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E SEXODIVERSIDADE

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TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E SEXODIVERSIDADE Por Sergio Viula Fundada por Charles Taze Russell em XXXXX, a religião conhecida como Testemunhas de Jeová é uma das mais totalitárias do mundo. Confundida por muitos com as igrejas evangélicas, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, ligada ao Corpo Governante contava com mais de oito milhões e duzentos mil membros. No Brasil, são pouco mais que 700 mil seguidores e 11.562 Salões do Reino das Testemunhas de Jeová (seus templos) no mundo todo. Esses números são de 2014, ultima contagem publicada até o momento desse artigo. Entre suas crenças mais conhecidas e repudiadas estão a de não doar e nem receber sangue sob hipótese alguma e a de não participar da vida cívica do país em que estejam inseridas. Porem, muitas outras crenças são estranhas à maioria das comunidades ditas cristãs. As Testemunhas de Jeová não se consideram ‘evangélicas’ quando termo é aplicado a igrejas protestantes mais recentes e pentecostais, mas gostam de se denomina

2020: Um novo ciclo de aulas começa

Por Sergio Viula



Eu, Dimmy Kier e Andre


As férias foram maravilhosas! Infelizmente, passaram voando, como geralmente acontece com qualquer tempo livre, não importa quão longo ele seja.

Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, Andre e eu finalmente tiramos alguns dias de férias juntos. Nossas férias não coincidiram integralmente, mas tivemos alguns dias de ócio em comum. 

Além dos dias que passamos juntos em casa e fazendo coisas pelo Rio de Janeiro, onde moramos, tivemos a oportunidade de passar vários dias em São Paulo. Foram momentos deliciosos, para dizer o mínimo, com exceção do que aconteceu na noite de reveillón. 


Tristeza no meio da alegria

Uma mulher que estava hospedada no mesmo hotel que nós decidiu descer e conversar com alguns amigos na calçada em frente à portaria. Ela tinha uma filha de quatro anos, que ficou no quarto dormindo. 

Por volta das 3 horas da madrugada, ouvimos gritos de desespero na calçada do outro lado do hotel. 

Nossa janela não dava vista para aquele lado. De início, pensamos que pudesse ter sido um assalto que acabara em facada ou coisa assim. Mas, depois soubemos que a menina havia caído da janela e ficado totalmente incosnciente. 

A criança foi levada para o hospital por uma ambulância que chegou rapidamente ao local do acidente.

Ficamos acordados das 3 da madrugada até às 7 da manhã, horário em que fomos tomar café. Estávamos devastados. Não soubemos mais da menina. Não houve noticiário sobre isso. Tudo indica que ninguém acionou a imprensa. 

O hotel não tinha grades ou telas de proteção. 

A mãe e os amigos estavam na cidade para a corrida de São Silvestre. Pelo que eu soube, a menina e sua mãe moram numa cidade do nordeste, não sei qual.

Exceto por esse terrível acidente, a viagem foi maravilhosa!


Por que adoramos São Paulo

Nossa experiência positiva como turistas em São Paulo já começa no metrô do Terminal Jabaquara. Como desembarcamos no aeroporto de Viracopos, precisamos pegar um ônibus disponibilizado pela companhia Azul para nós levar até lá. Depois, pegarmos o metrô (linha Amarela) para a estação de Higienópolis. Nosso hotel ficava perto do Arouche. 

Mais tarde, descobrimos que a estação da República seria um pouco mais próxima do nosso local de estadia. 

Apesar do inconveniente das conexões, o que nos chamou atenção foi a gentileza dos funcionários que nos orientavam sempre que solicitávamos alguma informação.

Quando chegamos à estação de Higienópolis, um policial fez a gentileza de nos alertar sobre o risco de termos nossos celulares furtados enquanto tentávamos pegar um Uber. Extremamente simpático, ele nos orientou sobre como chegar ao nosso destino, que estava a uma breve caminhada de distância.

Em todas as lojas, restaurantes e espaços públicos que visitamos, fomos sempre muito bem recebidos. Em quase todos, nos sentimos absolutamente seguros. 

Digo 'quase todos', porque havia alguns pontos da cidade onde se viam usuários de crack. Mas, nunca fomos importunados por eles. Mesmo nas poucas vezes em que alguém pediu esmola, foi sempre com educação e sem insistência. 

No Rio de Janeiro, você não consegue comer um simples churros sem ser importunado, praticamente assediado. Muitas vezes, é difícil distinguir entre quem vai te pedir esmola e quem pretende te assaltar aqui.


Caro, barato e de graça

Tem muita coisa para se fazer em São Paulo. Algumas podem ser caras para um trabalhador de férias, como era o nosso caso, mas tem muita coisa barata ou gratuita.

Como exemplo do que se pode fazer de graça, recomendamos a Pinacoteca na Praça da Luz, a Casa das Rosas, o Instituto Moreira Salles, o Itaú Cultural, o Parque Ibirapuera, o Museu de Arte Contemporânea. e por aí vai.

No campo do barato, mas absolutamente excepcional, eu colocaria o Museu Afro Brasil, que fica dentro do Parque Ibirapuera. Lugar magnífico onde você pode passar um dia inteiro devorando histórias e culturas que conectam negros, portugueses, indígenas e outros povos formadores do Brasil que conhecemos hoje.

Em termos de opções de alto custo, penso nas várias lojas do Shopping Iguatemi. São grifes que expõem artigos que só saem da vitrine por alguns milhares de reais. Apesar dessa realidade não ter nada a ver com a nossa, visitar não custa nada. Fizemos a "Miranda" - mira, mira, mas não compra nada. ^^ 

Em termos de gastronomia, o restaurante mais barato foi um que encontramos numa galeria com lojas judaicas. Não lembro mais o nome do lugar. O prato feito ficava em 18 reais, em média. 

O mais caro foi o Japan Tower, onde encontramos Dimmy Kier, o ex-BBB Di Cesar - uma pessoa maravilhosa e extremamente atenciosa. Ele estava montado de Gueixa, fazendo hostess para o restaurante. Gastamos cerca de 250 reais ali. 

Mas, o restaurante que consideramos ter o melhor custo-benefício foi o Mr Fred, que oferece bufffet livre com refresco e sobremesa por 39 reais. As opções incluem salmão, bacalhau, churrasco, etc. Atendimento e limpeza nota 10!

Outra coisa gratuita e muito gratificante é caminhar pela Avenida Paulista ou pelo Minhocão aos domingos. As vias ficam fechadas. São Paulo, apesar de sua grandeza, consegue conjugar a correria da semana com o sossego de um domingo ao ar livre.

Outra opção de lazer tranquilo é curtir um barzinho no Arouche ou na República. A maioria deles tem uma atmosfera genuinamente gay friendly. Visitamos três bares por ali. Entre eles, o Estrela do Arouche, onde estivemos mais de uma vez para bebida e petiscos.

Também consideramos muito boa a relação custo-benefício da Boate Túnel. Veja só, compramos ingresso para o camarote onde eles servem bebidas a noite toda. Gastamos apenas 60 reais cada. Se pagássemos a entrada numa boate do Rio (em média 30 reais) e tomássemos apenas duas bebidas, pagaríamos mais que isso. Ainda tivemos a oportunidade de encontrar o Danilo que faz a Lorelay Fox. Ele estava pertinho da entrada do camarote. Pudemos dar um abraço nele e conversar um pouquinho. Silvetty Montilla ficou responsável por animar a festa num palco onde ela convidava frequentadores para interagirem. Alguns eram simplesmente hilários. Adoramos o clima tranquilo e divertido da boate. Existem muitas outras na cidade, mas não deu tempo de conferir. 


Planejamento é a chave

Quem depende totalmente de seu trabalho para viver precisa ter disciplina para se organizar com antecedência. 

Nossas viagens, por mais simples que sejam, só são possíveis porque fazemos exatamente isso - planejamos!

Só para dar uma ideia de como nos programamos para são Paulo, compartilho o seguinte. 

As passagens aéreas foram compradas com milhas, o hotel foi reservado com antecedência, a alimentação foi paga com ticket refeição. Um mês só era pouco para tudo isso. Então, ficamos três meses sem usar o ticket para não termos que colocar a mão no bolso quando se tratava de almoçar, lanchar ou jantar. 

Outras despesas foram feitas no dinheiro ou cartão de crédito, mas este último tem que ser usado com prudência, pois ele pode inviabilizar o orçamento no mês seguinte. 

Fazendo bom uso dos recursos, mesmo quando são poucos, e aproveitando o que se pode fazer gratuitamente ou com baixo custo na cidade, é possível aproveitar muito sem gastar demais ou ficar devendo.


Uma hora acaba

Chegou a hora de voltar ao trabalho. Andre voltou ao batente antes de mim. Eu voltei segunda-feira passada. 

Um novo ciclo se inicia. Esperamos que seja um ano frutífero e que possamos ter tempo juntos para curtir algum outro momento de vigem ao longo do ano, mas é muito provável que não possamos tirar férias juntos dessa vez. Aliás, em quatro anos de relacionamento, essa foi a primeira fez que tivemos essa oportunidade. 

Aproveite o início do ano para já programar as suas férias. Quando chegar o dia, você não vai ter dores de cabeça, só alegrias.







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