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TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E SEXODIVERSIDADE

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TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E SEXODIVERSIDADE Por Sergio Viula Fundada por Charles Taze Russell em XXXXX, a religião conhecida como Testemunhas de Jeová é uma das mais totalitárias do mundo. Confundida por muitos com as igrejas evangélicas, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, ligada ao Corpo Governante contava com mais de oito milhões e duzentos mil membros. No Brasil, são pouco mais que 700 mil seguidores e 11.562 Salões do Reino das Testemunhas de Jeová (seus templos) no mundo todo. Esses números são de 2014, ultima contagem publicada até o momento desse artigo. Entre suas crenças mais conhecidas e repudiadas estão a de não doar e nem receber sangue sob hipótese alguma e a de não participar da vida cívica do país em que estejam inseridas. Porem, muitas outras crenças são estranhas à maioria das comunidades ditas cristãs. As Testemunhas de Jeová não se consideram ‘evangélicas’ quando termo é aplicado a igrejas protestantes mais recentes e pentecostais, mas gostam de se denomina

Quênia: Ataque homofóbico no campo de refugiados Kakuma

Por Sergio Viula

Com informações de Victor Mukasa



"Liberte-nos do cativeiro", diz o cartaz de um dos refugiados LGBT
no campo de Kakuma, Quênia.


Ontem de madrugada, um ataque homofóbico perpetrado contra refugiados LGBT vivendo no bloco 13 do campo de Kakuma, no Quênia, deixou vários feridos. Os agressores atearam fogo no acampamento enquanto as pessoas dormiam, deixando vários feridos.



Bloco 13 do acampamento de Kakuma, no Quênia (área habitada por pessoas LGBT)



Durante o dia de hoje, Victor Mukasa usou sua página no Facebook para dar voz aos refugiados e às suas demandas junto a ONU. Mukasa convidou John Ssenyonjo para falar e revelar alguns dos horrores que os refugiados LGBT sob a suposta proteção do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados estão sofrendo.



John Ssenyonjo porta-voz das vítimas


John Ssenyonjo mostrou algumas das vítimas queimadas com a pele descolando dos membros do corpo como se fossem meias finas.

"Se você é uma daquelas pessoas que a ONU enviou, um daqueles inúteis internos alegando que têm tudo sob controle, e que a polícia é vigilante, isso é um monte de porcaria."

Ssenyonjo acresentou: "Se eles alegam que estamos seguros, apesar das claras evidências [em contrário], então vocês saberão quem é que nos está perseguindo. Não é mais a comunidade que nos rejeita. São aqueles que nos levaram até lá."







Referindo-se aos administradores do campo de Kakuma, John Ssenyonjo, conclama durante a transmissão ao vivo: "Nós precisamos de ação. Se você não tem nada para fazer, apenas fique quieto. Não faz bem a você nem à sua imagem dizer que você tem o controle se a pessoas estão sendo atacadas dessa maneira." A fala é direcionada aos representantes do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, responsáveis pelo campo.




Homem com o corpo queimado durante o ataque homofóbico ao bloco 13.




Mulher refugiada implora: "Libertem o bloco 13".
O bloco 13 é justamente a ala de refugiados LGBT
atacado por incendiários no campo de Kakuma, Quênia.



Segundo, John Ssenyonjo, outro ataque já havia sido perpetrado contra a população LGBT no campo de Kakuma. Várias pessoas já se encontravam dormindo ao ar livre por não terem mais onde morar. Isso facilitou os ataques, que incluiram espancamento com grande nível de violência e estupros.


Refugiados dormindo sem teto depois de outro ataque realizado no mês passado.




Famílias inteiras formadas por pais e mães LGBT ou com filhos e filhas LGBT estão implorando por proteção, apesar de terem se refugiado no campo de Kakuma para escaparem justamente dessas perseguições em suas cidades ou vilas originais.




A conclamação de John Ssenyonjo:

 "Como vocês não se sentem indginados quando alegam que essas pessoas estão seguras, e elas são atacadas assim. Como vocês podem assistir enquanto elas sofrem toda essa insanidade? Como vocês não estão com raiva? Se vocês estão com raiva, mostrem que estão com raiva."


"Não pensem Oh, estamos fazendo o melhor que podemos. Vocês não começaram a fazer uma única coisa. Se estivessem fazendo, não estaríamos sendo atacados."


"Isso não é tensão. Isso é homofobia!"


"No momento, tudo o que podemos fazer é protestar a partir do bloco 13."





Victor Mukasa, que veiculou a transmissão com os refugiados.




Victor Mukasa, que veiculou esse protesto através da ferramenta Zoom e postou a gravação em sua página no Facebook, solicita urgentemente às Nações Unidas e demais países desenvolvidos retirem as pessoas LGBT que estão no acampamento de Kakuma e transfiram essa população para um lugar seguro.


Segundo ele, pessoas que não são LGBT, mas que moram naquele bloco e defendem as pessoas LGBT, sofreram ataques terríveis, inclusive estupros, apenas por terem dado abrigo às vítimas do ataque.


Para piorar uma situação que já é insustentável, a polícia do Quênia ameaça os refugiados LGBT de prisão, caso saiam dos limites do campo de Kakuma.


Por isso, Mukasa urge que essas pessoas sejam protegidas e transferidas sem perda de tempo, pois essas perseguições e ataques já duram 12 meses, havendo ainda quem diga que são os prórpios refugiados LGBT que se mutilam e atacam uns aos outros - uma mentira descabida para ocultar a gravidade da situação, como as imagens da transmissão feita hoje demonstra.



Fonte do vídeo:
https://www.facebook.com/victor.t.mukasa/videos/10159321671209136
(online em 15/03/21 no Facebook)




















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