
21ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista.
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil.
O orgulho LGBTQIA+ não nasceu nas redes sociais, nem tampouco como festa. Ele nasceu da resistência — e essa resistência floresceu, em momentos diferentes e sob contextos diversos, nos cinco continentes do planeta. Conhecer essa história é fortalecer a luta, inspirar novas gerações e lembrar que o amor e a liberdade não têm fronteiras.
Neste post, celebramos os movimentos LGBTQIA+ que se levantaram nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania. São histórias de coragem, de organização política e de conquistas que moldaram o mundo em que vivemos.
Neste post, celebramos os movimentos LGBTQIA+ que se levantaram nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania. São histórias de coragem, de organização política e de conquistas que moldaram o mundo em que vivemos.
AMÉRICA
Estados Unidos – O Estopim em Stonewall
Em junho de 1969, a batida policial no bar Stonewall Inn, em Nova York, resultou em dias de resistência. A revolta foi o início simbólico do Movimento de Libertação Gay, que mudaria o curso da história LGBTQIA+ mundial.
Ícones: Marsha P. Johnson, Sylvia Rivera e Harvey Milk.
Conquistas: Primeiras paradas do orgulho (1970), fim da política “Don’t Ask, Don’t Tell”, casamento igualitário (2015), avanço dos direitos trans.
Em junho de 1969, a batida policial no bar Stonewall Inn, em Nova York, resultou em dias de resistência. A revolta foi o início simbólico do Movimento de Libertação Gay, que mudaria o curso da história LGBTQIA+ mundial.
Ícones: Marsha P. Johnson, Sylvia Rivera e Harvey Milk.
Conquistas: Primeiras paradas do orgulho (1970), fim da política “Don’t Ask, Don’t Tell”, casamento igualitário (2015), avanço dos direitos trans.
Brasil – SOMOS e o Movimento Homossexual Brasileiro
Em plena ditadura militar, um grupo corajoso fundou o SOMOS – Grupo de Afirmação Homossexual em 1978, em São Paulo. Era o início do Movimento Homossexual Brasileiro, que integrava a luta sexual à luta por democracia. O grupo reunia intelectuais, artistas e militantes que desafiavam a repressão da época.
Ícones: James Naylor Green, João Silvério Trevisan, Cláudia Wonder.
Conquistas: Casamento igualitário (2013), criminalização da homofobia e transfobia (2019), maior Parada do Orgulho do mundo (SP).
Em plena ditadura militar, um grupo corajoso fundou o SOMOS – Grupo de Afirmação Homossexual em 1978, em São Paulo. Era o início do Movimento Homossexual Brasileiro, que integrava a luta sexual à luta por democracia. O grupo reunia intelectuais, artistas e militantes que desafiavam a repressão da época.
Ícones: James Naylor Green, João Silvério Trevisan, Cláudia Wonder.
Conquistas: Casamento igualitário (2013), criminalização da homofobia e transfobia (2019), maior Parada do Orgulho do mundo (SP).
EUROPA
França – Frente Homossexual de Ação Revolucionária (FHAR)
Inspirado pelos protestos de Maio de 1968 e pelo feminismo radical, surge em 1971 a FHAR, mesclando utopia sexual, ativismo queer e anticapitalismo.
Ícones: Guy Hocquenghem, Monique Wittig.
Conquistas: Influência na teoria queer, visibilidade lésbica, descriminalização da homossexualidade em 1982.
Reino Unido – Campanha pelos Direitos Homossexuais
Desde o final dos anos 1960, grupos como o CHE (Campaign for Homosexual Equality) e a militância de Peter Tatchell colocaram a pauta LGBT na arena pública britânica.
Ícones: Peter Tatchell, Derek Jarman.
Conquistas: Igualdade de idade para consentimento (2000), casamento igualitário (2013), legislação abrangente contra a discriminação.
ÁFRICA
África do Sul – GLOW: Luta por igualdade em meio ao apartheid
Fundada em 1988 por Simon Nkoli, ativista negro e abertamente gay preso junto a Mandela, a Gay and Lesbian Organisation of the Witwatersrand (GLOW) ligou a luta antirracista à luta LGBT.
Ícone: Simon Nkoli.
Conquistas: Primeira constituição do mundo a proibir discriminação por orientação sexual (1996), casamento igualitário (2006).
Fundada em 1988 por Simon Nkoli, ativista negro e abertamente gay preso junto a Mandela, a Gay and Lesbian Organisation of the Witwatersrand (GLOW) ligou a luta antirracista à luta LGBT.
Ícone: Simon Nkoli.
Conquistas: Primeira constituição do mundo a proibir discriminação por orientação sexual (1996), casamento igualitário (2006).
Namíbia – Sister Namibia
Criada em 1989, essa organização feminista incluiu pautas lésbicas e queer em uma sociedade marcada por machismo e conservadorismo.
Ícone: Liz Frank.
Conquistas: Fortalecimento de mulheres queer, produção de materiais educativos e visibilidade internacional.
Criada em 1989, essa organização feminista incluiu pautas lésbicas e queer em uma sociedade marcada por machismo e conservadorismo.
Ícone: Liz Frank.
Conquistas: Fortalecimento de mulheres queer, produção de materiais educativos e visibilidade internacional.
ÁSIA
Índia – A Queda do Artigo 377
Durante quase dois séculos, a homossexualidade foi criminalizada na Índia. Mas ativistas como Ashok Row Kavi e Laxmi Narayan Tripathi enfrentaram o sistema, promovendo mudanças culturais e jurídicas.
Ícones: Ashok Row Kavi, Laxmi Narayan Tripathi.
Conquistas: Descriminalização da homossexualidade (2018), reconhecimento legal do terceiro gênero (2014).
Durante quase dois séculos, a homossexualidade foi criminalizada na Índia. Mas ativistas como Ashok Row Kavi e Laxmi Narayan Tripathi enfrentaram o sistema, promovendo mudanças culturais e jurídicas.
Ícones: Ashok Row Kavi, Laxmi Narayan Tripathi.
Conquistas: Descriminalização da homossexualidade (2018), reconhecimento legal do terceiro gênero (2014).
Taiwan – O Primeiro Casamento Igualitário da Ásia
Após anos de mobilização e ação legal, Taiwan se tornou em 2019 o primeiro país da Ásia a legalizar o casamento igualitário.
Ícone: Chi Chia-wei.
Conquistas: Casamento entre pessoas do mesmo sexo, crescente visibilidade queer na cultura pop e política.
Após anos de mobilização e ação legal, Taiwan se tornou em 2019 o primeiro país da Ásia a legalizar o casamento igualitário.
Ícone: Chi Chia-wei.
Conquistas: Casamento entre pessoas do mesmo sexo, crescente visibilidade queer na cultura pop e política.
OCEANIA
Austrália – Os "78ers" e o Mardi Gras de Sydney
Em 1978, ativistas marcharam em Sydney e enfrentaram violência policial. Anos depois, o protesto se transformou no colorido e político Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras.
Ícones: Peter de Waal, Julie McCrossin.
Conquistas: Casamento igualitário (2017), políticas inclusivas de saúde e educação, combate à discriminação.
Nova Zelândia – Uma Democracia com Voz Trans
A Nova Zelândia reformou suas leis em 1986 após pressão da sociedade civil. O país se tornou referência em inclusão.
Ícones: Fran Wilde, Georgina Beyer (primeira parlamentar trans do mundo).
Conquistas: Casamento igualitário (2013), descriminalização da homossexualidade (1986), políticas inclusivas para pessoas trans.
A Nova Zelândia reformou suas leis em 1986 após pressão da sociedade civil. O país se tornou referência em inclusão.
Ícones: Fran Wilde, Georgina Beyer (primeira parlamentar trans do mundo).
Conquistas: Casamento igualitário (2013), descriminalização da homossexualidade (1986), políticas inclusivas para pessoas trans.
Por um Orgulho Global
Dos becos de Nova York aos parlamentos asiáticos, da resistência negra sul-africana aos carnavais de São Paulo e Sydney, os movimentos LGBTQIA+ seguem gritando, amando e transformando o mundo.
Cada conquista foi arrancada com suor, coragem e muito ativismo. Lembrar dessas histórias é uma forma de celebrar, mas também de se preparar para as lutas que ainda virão.
Dos becos de Nova York aos parlamentos asiáticos, da resistência negra sul-africana aos carnavais de São Paulo e Sydney, os movimentos LGBTQIA+ seguem gritando, amando e transformando o mundo.
Cada conquista foi arrancada com suor, coragem e muito ativismo. Lembrar dessas histórias é uma forma de celebrar, mas também de se preparar para as lutas que ainda virão.
************
📣 Gostou deste post? Compartilhe com alguém que precisa conhecer a história do orgulho LGBTQIA+ nos cinco continentes!
📌 Siga o @blogforadoarmario no Instagram para mais conteúdos como este.
Comentários
Postar um comentário
Deixe suas impressões sobre este post aqui. Fique à vontade para dizer o que pensar. Todos os comentários serão lidos, respondidos e publicados, exceto quando estimularem preconceito ou fizerem pouco caso do sofrimento humano.