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TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E SEXODIVERSIDADE

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TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E SEXODIVERSIDADE Por Sergio Viula Fundada por Charles Taze Russell em XXXXX, a religião conhecida como Testemunhas de Jeová é uma das mais totalitárias do mundo. Confundida por muitos com as igrejas evangélicas, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, ligada ao Corpo Governante contava com mais de oito milhões e duzentos mil membros. No Brasil, são pouco mais que 700 mil seguidores e 11.562 Salões do Reino das Testemunhas de Jeová (seus templos) no mundo todo. Esses números são de 2014, ultima contagem publicada até o momento desse artigo. Entre suas crenças mais conhecidas e repudiadas estão a de não doar e nem receber sangue sob hipótese alguma e a de não participar da vida cívica do país em que estejam inseridas. Porem, muitas outras crenças são estranhas à maioria das comunidades ditas cristãs. As Testemunhas de Jeová não se consideram ‘evangélicas’ quando termo é aplicado a igrejas protestantes mais recentes e pentecostais, mas gostam de se denomina

Amara Moira na Casa Vit(r)al. Veja como foi.

Por Sergio Viula

Foi um dia difícil ontem. Fomos informados pela própria página do Deputado Federal Jean Wyllys que ele decidira não assumir seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Seu texto pode ser encontrado aqui:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2155109154537080&id=163566147024734 

Claro que nos solidarizamos com Jean e compreendemos seus motivos, mas não pudemos deixar de ficar tristes com a saída desse guerreiro da democracia, da liberdade, do direito à autonomia individual, da civilidade, da inclusão das minorias, especialmente, mas não exclusivamente, a LGBT. 


Mudança de clima

Felizmente, muito antes que a notícia da saída de Jean Wyllys nos atingisse, a vida já havia nos preparado uma oportunidade de alento e regozijo para compensar a tristeza daquele momento.

Meu querido ex-professor de filosofia na UERJ e um dos meus amigos mais especiais, Claudio Pfeil, organizou um encontro com Amara Moira, acadêmica e transexual cada vez mais influente, para uma palestra, noite de autógrafos e muito bate-papo num espaço no qual ele e Marcio, seu marido, conjugam residência e cursos que promovem convivência e aprendizado, principalmente em torno de temas ligados à filosofia, à psicanálise e à música. O nome desse pedacinho de paraíso, aos pés do Morro Pão de Açúcar, na Urca, é CASA VIT(R)AL.


O casal Pfeil, anfitrião desse lindo espaço e convivência 
e aprendizado chamado Casa Vit(r)al,
Márcio (esquerda) e Cláudio Pfeil.
Foto: Cláudio Pfeil - Diário De Analisando Paris



Cláudio, que é filósofo e psicanalista com sólida formação acadêmica, e Márcio, seu marido e parceiro no projeto, já haviam nos convidado (Andre e eu) para conhecermos o trabalho da Casa Vit(r)al em outras ocasiões, mas como eu trabalho à noite e Andre estuda à noite, nunca pudemos participar. 

Porém, finalmente, neste dia 24 de janeiro de 2019, tivemos o privilégio de ver com nossos próprios olhos o fantástico trabalho que eles realizam ali.

Claro que já havíamos visitado nossos amigos em casa, mas foi num final de semana e não era parte da programação da Casa Vitr(a)l. Os cursos da Casa Vit(r)al ocorrem sempre às quintas feiras, a partir das 19 horas. Ontem, por ser janeiro, mês de férias, foi o nosso dia de respirar cultura e fortalecer nossa resistência às camisas-de-força que uma sociedade muito patológica ainda tenta impor a tudo e a tod@s que não se enquadrem em seus diminutos quadrados existenciais.



REINVENTANDO NOSSO CANTINHO DE SER
CASA VIT(R)AL

Turma frequente da Casa Vit(r)al
Foto: Cláudio Pfeil - Diário De Analisando Paris


TRÊS MOIRAS
CASA VIT(R)AL

Amara Moira e seu livro "E se eu fosse putra?"
Foto: Cláudio Pfeil - Diário De Analisando Paris


ABRINDO BRECHAS

"Alcançar outros espaços na sociedade, abrir brechas, e à medida que a gente vai abrindo brechas, coisas vão se transformando: é sobre essas transformações que eu quero falar aqui hoje"

Amara Moira palestrando na Casa Vit(r)al
Foto: Cláudio Pfeil - Diário De Analisando Paris


ESCREVER É SOBREVIVER

"...Narrativas de minhas vivências travestis, militantes, eu pouco a pouco encontrando motivos para escrever, propósitos na literatura para além da experimentação verbal. Escrever agora, ora bolas, não era só escrever, mas sobreviver, a gente cavando um futuro para chamar de nosso, insistindo em pensar palavras para as nossas próprias versões, nos assenhorando do direito à palavra"

Amara Moira
CASA VIT(R)AL


Amara Moira autografando seus livros para nós na Casa Vit(r)al
Foto: Sergio Viula

Amara Moira. Isa Maria Matos, Andre Dias, Maria Campos e Sergio Viula na Casa Vit(r)al
Foto: Sergio Viula 

Todos os convidados da Casa Vit(r)al que ouviram Amara Moira
Foto: Cláudio Pfeil - Diário De Analisando Paris

Todos os convidados da Casa Vit(r)al que ouviram Amara Moira
Foto: Cláudio Pfeil - Diário De Analisando Paris

SOMOS R-EXISTÊNCIA

AMARA MOIRA
CASA VIT(R)AL




Amara Moira, que é de São Paulo, nos contou que veio de João Pessoa - o que revela uma agenda bastante agitada e cheia de oportunidades para o compartilhamento de seus conhecimentos Brasil a fora. Ela também já foi convidada para eventos fora do país. Ninguém segura a moira de Amara. ;)

Ao final do encontro na Casa Vit(r)al, Amara disse que havia adorado a interação porque foi desafiada a pensar sobre outros aspectos de sua experiência e visão de mundo a partir das provocações feitas pelas perguntas dos participantes. Imaginem nós, então!!! 

Não preciso nem dizer que todos aplaudimos essa gigante (de pé, literalmente) ao final das três horas em que ela compartilhou seus conhecimentos e experiências conosco.

Em seguida, tiramos fotos, tomamos um drink maravilhoso e refrescante em taças que nos remetem aos banquetes gregos, nos quais Sócrates dialogava com seus discípulos e compatriotas. Além da bebida de muitíssimo bom gosto, experimentamos iguarias feitas pelo casal Cláudio e Márcio Pfeil e compramos livros autografados por Amara Moira.


Os dois primeiros da esquerda para a direita são de Amara Moira. O terceiro (Puta feminista) é de Monique Prada. Foto: Sergio Viula



Filosofia, psicanálise e música

O próximo curso da Casa Vit(r)al começa dia 31 de janeiro. Veja detalhes abaixo. Inscreva-se. Você nunca participou de nada igual, posso garantir.



VERÃO MUSICAL
A ÉPOCA DE OURO DA MPB



A Música Popular Brasileira viveu um período de efervescência . Esse período entre 1929 e 1945, foi batizado "Época de Ouro da MPB". Em nossos encontros faremos uma imersão nessa atmosfera musical e histórica, refletindo sobre os fatores deflagraram esta ebulição cultural. Não é preciso nenhum conhecimento musical prévio.

Professor convidado: Marcelo Pfeil (músico, compositor, arranjador)
Mediador: Claudio Pfeil (filósofo, psicanalista, cantor)

DATA: Quintas-feiras (31 de janeiro e 7-14-21-28 fevereiro) 

HORÁRIO: 19h.

Inclui: Sarau e Jantar após cada um dos primeiros 4 encontros e Luau na 5a noite.

Carga Horária: 20h.
Emissão de certificado.

Informações:
21 9 8466 8500
21 9 6912 6129
Preço: R$ 750
(5 encontros)
Pagamento facilitado.

Link para a compra:
https://lepe.online/v3

CASA VIT(R)AL
Urca, Rio de Janeiro


O Blog Fora do Armário recomenda a CASA VIT(R)AL sem moderação. ^^




P.S.: Não tinha me apercebido ainda que, de acordo com a mais recente reforma ortográfica, a palavra 'transexual' deve ser grafada com hífen agora. Ficaria TRANS-SEXUAL. Pessoalmente, acho essa grafia esteticamente pobre. Optei por manter a ortografia antiga, pelo menos por enquanto. De qualquer modo, fica valendo a lebre levantada pelo meu querido Claudio Pfeil sobre isso.  Observem que a palavra transexual é grafada nos livros acima como costumava ser antes da reforma. Cá entre nós, é cada coisa que esses eruditos inventam no alto clero dos círculos acadêmicos. Eu e Pfeil já demos boas gargalhadas no WhatsApp comentando sobre isso há pouco. lol

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