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Parada SP ao Vivo: Flashes do evento

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Pablo Vittar se apresentou na Parada de São Paulo ao Vivo A atração foi trazida pela TIM Por Sergio Viula A Parada da Diversidade de São Paulo cresce a cada ano, inclusive quando realizada virtualmente. De 2018, quando começaram as transmissões simultâneas com a parada na rua, trabalho realizado pela Dia Estúdio, liderada por Rafa Dias, até esse ano de pandemia (2021), o evento experimentou um crescimento estratosférico! Transmitido simultaneamente por 13 canais de peso e patrocinado por gigantes do mundo empresarial (Accor, Amstel, Avon, Bradesco, British Council, Burger King, Doritos, Jean Paul Gaultier, Mercado Livre, Smirnoff e TIM), o evento durou mais de 9 horas , começando às 14h de ontem (domingo). A line-up do evento contou com LINE UP: Alberto Pereira Jr., Bielo Pereira, Dindry Buck, Diva Depressão, Fefito, Gloria Groove, Jean Luca, Katu Mirim, Léo Viturinno, Lia Clark, Linn da Quebrada,  Lorelay Fox, Louie Ponto, Lucas Raniel, Majur, Mandy Candy, Marcia Pantera, Maria Gadú,

Príncipe indiano quer o banimento da "cura gay" na Índia





Traduzido e adaptado por Sergio Viula
Texto original no site da Forbes



A comunidade LGBT está cada vez mais empenhada em denunciar os horrores das chamadas "terapias de conversão", popularmente conhecidas como "cura gay" no Brasil. O completo banimento de tais práticas é uma das mais altas prioridades para os cidadãos LGBT ao redor do globo.

O príncipe indiano Manvendra Singh Gohil, gay assumido, é a voz mais recente a pleitear o banimento das "terapias de conversão".

Em entrevista concedida a Jamie Wareham, e publicada no site da Forbes, o príncipe faz uma comovente revelação: “Eu mesmo fui vítima da terapia de conversão." A entrevista foi concedida de sua residência real em of Hanumanteshwar.

“Quando eu me assumi, a primeira coisa que eles [os pais] tentaram foi converter-me. Eles não me aceitavam como uma criança gay."

“Eles tentaram pedir aos médicos que me operassem. Eles me levaram a líderes religiosos para pedir que me curassem."

As desacreditadas práticas batizadas como "terapias de conversão" envolvem tratamentos de choque e outras formas de tortura insuportáveis. Elas prometem e falham em realizar a tal "cura" de pessoas gays, bissexuais e transgêneras - só para citar três. Na verdade, elas provocam profundos e indesejáveis efeitos colaterais na pisquê dessas pessoas.

Os centros de terapias de conversão são legais na Índia, mas o príncipe está convocando o país a banir tais práticas, e convidando o mundo a fazer o mesmo.



O príncipe Manvendra Singh Gohil no Orgulho LGBT de Amsterdam, compartilhado em 2018 
MANVENDRA SINGH GOHIL - INSTAGRAM


“Elas são como 'câmaras de gás' para a comunidade LGBT


Outro membro da realeza indiana, Amar Singh, graduado em Harvard e citado pela galeria de empreendedores bem-sucedidos com menos de 30 anos da revista Forbes (Forbes 30 Under 30 entrepreneur), visitou alguns desses centros que aplicam as chamadas terapias de covnersão

“Eu visitei dúzias na Ínida, e falei com as pessoas que os administram. Eu segurei homens jovens e velhos em meus braços, chorando, depois de serem expulsos de suas casas" - disse Amar Singh.

Amar compara esses centros de "cura gay" a câmaras de gás, referindo-se ao extermínio nazista de milhões de judeus e de milhares de LGBT no holocausto. Ele explica que esses centros também alegam falsamente que "livrarão" o mundo de pessoas LGBT.

“Eles são uma fachada para práticas antiéticas. Você ouve que se não for curado, será enviado de volta a seu pai - ele o matará."


Amar Singh e o príncipe Manvendra discutindo direitos LGBT+ na Índia em agosto de 2017


A luta global contra as terapias de conversão


A luta contra as terapias de conversão está crescendo rapidamente ao redor do globo, especialmente em países nos quais os cidadãos LGBT conquistaram direitos como casamento igualitário, adoção e proteção contra a discriminação.

O Projeto Trevor (The Trevor Project) é a maior organização de prevenção ao suicídio para jovens LGBT no mundo.

Seu estudo revisado por pares (peer-reviewed) publicado na semana passada mostra que os jovens submetidos às terapias de conversão são duas vezes mais ao suicídio. Aqui (em inglês).

Uma vasta maioria no parlamento europeu convocou todos os países membros a banirem as terapias de conversão em março de 2018. Mas, até agora, apenas a Alemanha tomou providências concretas para proibir a prática.

Globalmente, especialistas da ONU estão convocando a proibição mundial dessa prática, chamada por eles de falsa.

Mas até agora, as terapias de conversão são ilegais apenas em cinco países ao redor do mundo: Alemanha, Malta, Equador, Brasil e Taiwan. E nos EUA, apenas 20 estados possuem leis que proibem essas práticas.

Semana passada, Israel deu um passo concreto na direção do banimento das terapias de conversão em seu território. Veja matéria da UOL sobre isso AQUI.




As pessoas protestam contra a decisão de um juiz brasileiro que permitiu as terapias de conversão em São Paulo. -  AFP VIA GETTY IMAGES


Em 9 de abril de 2019, a Ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a estapafúrdia decisão do juiz Waldemar de Carvalho, que liberava os psicólogos para usarem as ditas "terapias de conversão", refutadas e proibidas pelo próprio Conselho Federal de Psicologia. Você pode ler mais sobre a decisão da Ministra Carmem Lúcia AQUI.

Leia Em Busca de Mim Mesmo, um relato de Sergio Viula sobre sua experiência com um dos grupos de "cura gay" que mais se destacaram no Brasil - o MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia). O livro só se encontra disponível agora em ebook no Amazon. 


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