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Alguns equívocos do Moses

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Este post tem por objetivo refletir sobre algumas declarações de João Luiz Santolin, presidente do Moses, durante um seminário promovido pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), conforme publicado no livro "Religião e Sexualidade: Convicções e Responsabilidades, organizado por Emerson Giumbelli, publicado pela Editora Garamond, 2005 (ISBN 8576170604, 9788576170600). De acordo com Santolin, o Moses foi fundado em 1997. Ele está certo. Ele só não disse que isso aconteceu durante a Parada Gay celebrada no Rio de Janeiro, no referido ano. Também não disse que éramos três: Santolin, Liane França e eu (quem tiver dúvida, consulte o jornal O Globo, publicado no dia seguinte ao da passeata, pois nossos nomes estão lá no último parágrafo da matéria de cobertura da Parada Gay). Obviamente, ele não disse, devido ao constrangimento causado pela entrevista que dei em novembro de 2004 à revista Época, na qu

STF e homofobia: SEIS VOTOS CONTRA O ÓDIO (até agora)

SEIS VOTOS CONTRA O ÓDIO 
Obrigado, Supremo Tribunal Federal!



Por Sergio Viula

A bancada fundamentalista até tentou, mas não conseguiu impedir a continuidade do julgamento sobre a criminalização da homofobia no Supremo Tribunal Federal (STF). Ora, se é justamente por causa das diabólicas manobras dessa mesma bancada que o caso foi parar no STF, como é que um ministro da Suprema Corte, em SÃO JUÍZO, atenderia a um pedido de suspensão da sessão da Suprema Corte? 

Bem, o ministro Tófoli até pensou em ceder e o ministro Marco Aurélio concordou, mas vários outros ministros, depois da manifestação de Celso de Melo pela continuação, firmaram posição a favor do prosseguimento do julgamento. PARABÉNS aos ministros que não morderam essa isca demoníaca!

Graças à continuação da sessão nesta quinta-feira, 23 de maio de 2019, a maioria dos ministros do STF votaram a favor do enquadramento da homofobia e da transfobia como crimes de racismo. Seis dos 11 ministros já votaram favoravelmente à criminalização, formando a maioria.
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Relembre as sessões dos dias 13 e 14 de fevereiro:

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O julgamento continua agora no dia 05 de junho par que os outros cinco ministros também apresentem seus votos.

O jornal O Globo faz os seguintes destaques:

Na sessão desta quinta, a ministra Rosa Weber também votou para criminalizar atos violentos contra homossexuais. Para ela, há temas que "a palavra se impõe, e não o silêncio". "E este é um deles", disse.

"A mora do Poder Legislativo em cumprir a determinação da Constituição está devidamente demonstrada. Entendo que o direito à própria individualidade, identidades sexual e de gênero, é um dos elementos constitutivos da pessoa humana", votou a ministra, acompanhando o voto dos relatores.

Em seguida, o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, deu o sexto voto a favor, formando maioria para reconhecer a omissão do Legislativo e enquadrar a homofobia como crime.

"Delitos homofóbicos são tão alarmantes quanto a violência física", afirmou Fux, citando "níveis epidêmicos de violência homofóbica".


"Depois do Holocausto, jamais se imaginou que um ser humano poderia ser alvo dessa discriminação e violência", disse o ministro.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/05/23/stf-forma-maioria-para-enquadrar-homofobia-como-crime-de-racismo.ghtml



A sessão pode ser assistida aqui.
Os votos da ministra Rosa Weber e do ministro Luiz Fux:
https://m.youtube.com/watch?v=UFUa1EJeDMo


A LUTA CONTINUA!


JUNTO COM AS GARANTIAS JURÍDICAS, 
PRECISAMOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS, 
ESPECIALMENTE NAS ÁREAS 
DE EDUCAÇÃO E SAÚDE. 
MAS, ESTA VITÓRIA FOI, SEM DÚVIDA, 
FUNDAMENTAL PARA A GARANTIA 
DOS DIREITOS HUMANOS NO BRASIL!



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