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Tom Daley: Gay e ouro olímpico - por que isso importa?

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Tom Daley - campeão olímpico irradiando gay pride   Por Sergio Viula Por que o discurso de Tom Daley colocando-se como homem gay no pódio importa e faz diferença? Aproveitando para responder uma pergunta idiota feita num comentário de uma amiga que compartilhou uma postagem sobre o discurso do Daley. Assista.

Lacração total! MONTERO (Call me by your name) - Lil Nas X

Cena do clip Montero (Call me by your name)



Por Sergio Viula


Deslumbrante, punjante e provocante - esses são apenas três dos muitos adjetivos que eu poderia utilizar para qualificar o clip  'Montero (Call Me by Your Name)' lançado por  Lil Nas X  na última sexta-feira, 26. O título da música reporta a "Me chame pelo seu nome", sucesso como livro e como filme em  2017.

Lis Nas X, atualmente com 21 anos de idade, revelou ser gay em 2019. 

Logo no começo do clip, ele já o tom da conversa: "Na vida a gente esconde a pessoa que a gente não quer que o mundo veja, prende, diz não e a bane, mas aqui, não. Bem-vindo a Montero".

O clip dialoga com mitos gregos e bíblicos com efeitos visuais simplesmente deslumbrantes. Além disso, o cantor desempenha papéis simultâneos interagindo consigo mesmo como personagens diversos. O clip, que começa no paraíso e termina no inferno, pode ser entendido de várias maneiras. Cito duas.

A primeira, como uma metáfora sobre as drogas, uma vez que ele fala sobre um rapaz viciado em cocaína: 

Cocaine and drinking wit' your friends
You live in the dark, boy, I cannot pretend
I'm not fazed, only here to sin
If Eve ain't in your garden, you know that you can
Call me when you want
Call me when you need
Call me in the morning
I'll be on the way
Call me when you want
Call me when you need
Call me out by my your name
I'll be on the way, like

O vício pode começar com a oferta de um paraíso de sensações e terminar num verdadeiro inferno existencial.

Uma segunda maneira de pensar o vídeo poderia ser a de uma reinterpretação subversiva das interpretações tradicionalmente mantidas pela ala conservadora do cristianismo e dos outros dois monoteísmos (judaísmo e islamismo). Haja vista que, no Éden, não há Eva. Lis Nas X convida a própria serpente ao prazer. Nada de pecado, apenas o puro desejo. O clip termina com o inferno, figura muito utilizada entre os dogmáticos homofóbicos para ameaçar  pessoas LGBT com castigos eternos, conforme as mais populares interpretações mítico-bíblicas entre os que classificam os homens como salvos ou perdidos. Ali, também, a ordem também é subvertida com o cantor seduzindo o próprio diabo e usurpando seu poder. Gays não se submetem nem mesmo no inferno. É subversão e reivneção na veia, bee!

Essa leitura poderia ser expandida de muitas maneiras, mas isso fica a cargo da imaginação de vocês. O clip pode ser visto logo abaixo. Divirta-se e compartilhe. 


 

O clip no canal oficial do cantor já tinha sido visualizado mais de 43 milhões de vezes no momento desse post sem contar os vídeos espalhados pela rede. 


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